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O A.D.N

por Miss. M, em 25.11.09

Há tempos estava a ver uma certa entrevista na televisão sobre crianças carenciadas e pergunta a jornalista a uma menina:

 - Então e gostas de andar na escola? De estudares?

E a menina responde:

 - Não gosto muito...

 - Não!? E já pensaste no que queres ser quando cresceres?

 - Ainda não, não sei bem.... mas eu não quero andar muito tempo na escola.

 - Mas se não estudares, não vais aprender uma profissão...

 - Não faz mal, eu também não quero trabalhar.

 - Não queres trabalhar?!

 - Não, se eu não trabalhar, fico em casa. E isso assim é mais fixe....

E pronto, é este o quadro que se pinta em muitas cabeças nos dias de hoje, "se não trabalhar fico em casa, e isso é bom".

Talvez esta conversa tenha sido um panorama muito específico, talvez aquela menina tenha tido boas razões para não gostar da escola, mas a verdade é que muita gente já nasce inserido neste ciclo vicioso.

Há dias em que fico revoltada com aquela gente toda que passa os dias no café, a falar mal do "Sócras", a comentar o ultimo jogo de futebol.... lamentando-se da falta de emprego, mas justificando-se sempre que não pode trabalhar cada vez que é chamado para algum posto de trabalho no centro de emprego.

Os joanetes inchados, a fobia a espaços fechados por mais de 4 horas ou dor na unha do dedo pé são desculpas para estender por mais uns mesitos o subsídio do estado.

E quem é que banca os inúmero subsídios desta malta toda!?

Ora lá está, todos os outros que todos os meses contribuem generosamente com os seus descontos.

Por isso é que cada vez  mais, os meninos e meninas nascem com o "ADN do Rendimento Mínimo Garantido".

 

 

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publicado às 23:29


2 comentários

De Ritchie a 30.11.2009 às 14:12

não podia concirdar mais contigo e pior, mete-me nojo que as pessoas falem mal de tudo e de mais alguma coisa mas que não façam nada para o mudar. falar é a unica coisa que fazem e é muito facil. já coisas como votar, por exemplo, nunca faz mal não irem porque "ha, que diferença faz mais um menos um" revolta-me esta gente e revolta-me ver k temos centros de emprego com mais recusas do k aceitações.
as pessoas não kerem trabalhar, kerem um emprego e torna-se curioso falarem de desemprego quando os numeros de oferta estão a aumentar. e a vontade de ficarem com eles? pois, isso não há como tu dizias e muito bem. é triste não é?

De Miss. M a 01.12.2009 às 22:29

Pois, infelizmente é uma realidade que temos....

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