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Low Cost Experience

por Miss. M, em 24.10.10

Voar em Low Cost e voar em companhias regulares não é propriamente a mesma coisa.

Ao comprarmos um bilhete de avião numa "Companhia Regular", como a nossa Tap, compramos também todo um serviço inerente à dita viagem. O mesmo se passa quando compramos um bilhete de avião numa companhia mais barata, o serviço não é o mesmo, situação que compreendo perfeitamente.

Assim, para quem viaja naquelas companhias mais "em conta" tem que se deparar com uma série de factores que terá que contornar e aceitar, ou então, fica em terra e mai nada.

Moi, não se importa de viajar a "baixo custo", pois desde que o aviãozito não caia e vá sentadinha numa cadeirinha até ao destino, está tudo controlado.

Assim, uma das primeiras coisas a ter em conta é a bagagem e, se não quisermos pagar mais, há toda uma logística necessária quando se viaja apenas com uma bagagem de mão de tamanho restrito.

Primeiro passo da viagem: A arrumação da malinha para uma escapadela citadina, 3 ou 4 dias, em período de Inverno, organizando a farpela que iremos usar.

Não aconselho a levar só uma bagagem de mão para umas férias com mais de 4 dias num destino frio. Serão muitas camisolas e casacos a agachar num espaço tão pequeno. Segundo alguém que me costuma acompanhar nestas andanças, o melhor mesmo é fazer uma listinha com os modelitos já pensados a usar nesses dias. Outra dica importante é reduzir o número de camisolas de lã, uma vez que ocupam mais espaço, apostar num bom casaco (levar logo vestido na viagem de ida, para não se amachucar, nem fazer volume na mala); não levar mais que três pares de sapatos (levar os mais "volumosos" na viagem já calçados pelas mesmas razões), nunca esquecendo a velha máxima que pelo menos dois desses pares têm que ser os mais confortáveis possível. Caso não caibam os dois pares na mala, optar sempre por uma segunda opção confortável aos que levamos calçados.

Capitulo líquidos e afins. Uma grande manobra de logística nesta parte, pois segundo as regras "lowcostianas" não se pode levar mais de um litro de líquidos na bagagem de mão. Há que optar por aqueles frasquinhos pequeninos e levar tudo o que seja champos, cremes, gel de duche e afins em tamanho mini. Segundo sei, os batons, rimel e vernizes também contam, por isso, nada de exagero de maquilhagem quando se faz este tipo de viagem. Quanto ao perfume, há que optar pelas amostras e será menos uma preocupação no habitual receio "espero-que-nada-se-parta".

Após tudo calculado e acomodado em tamanho mini, colocar tudo nos saquinhos de plástico que, imagine-se, estão apenas à venda na loja do aeroporto.

Controlo de bagagem. Aqui começa a odisseia propriamente dita, após a chegada ao aeroporto a malta do low-cost que já fez o check-in online vai directamente para o controlo da bagagem.

Quem já conhece, sabe que os líquidos têm mesmo que ir nos ditos saquinhos, apesar de muitas das vezes os senhores no controlo nem pedirem para abrir a mala, há sempre aquele dia em que não tens os "teus líquidos" no dito saco de plástico e sim, numa bolsinha à parte. Aqui não há saída, lá tens que ir comprar os ditos cujos para passarem pelos senhores "em segurança".

Aqui é a parte em que colocas a tua mala no tapete, tiras brincos, relógio, óculos, casaco e, juntamente com o saco de plástico dos líquidos, colocas tudo dentro da bandeja que passa no tapete. Detector de metais, apitas, voltas para trás e descalças-te. Passas outra vez, continua a apitar, mandam-te passar, olhos-de-gato juntamente com sorriso de Mona Lisa para a senhora que te irá revistar. Está tudo ok, percebem que não és os MacGyer e não irás fazer explodir o avião com as tachas das tuas calças.

Voltar a tirar as coisas do tapete, calçar, vestir o mais rápido possível e não deixar nada no tapete. Já estás cansada, já não podes ver a mala, mas ainda estamos a começar a viagem.

Passas para a porta de embarque e aí voltas a acomodar tudo muito bem dentro da tua bagagem de mão, pois só podes levar UMA, e a tua mala (a mala, não a bagagem) terá que caber dentro da tua outra mala maior, qual conjunto de Bonecas Matrioscas. Nunca esquecer de deixar um espaço livre na dita para esta operação.

Já suas e tens montes de calor, mas terás que passar com o casaco vestido. Porta de embarque, a tua mala e o medidor dos ferrinhos.

Na informação que nos é dada pela companhia aérea são indicadas as devidas medidas e peso da malinha. Até aqui tudo bem, excepto quando se chega à porta de embarque e temos que colocar a dita num medidor com ferrinhos e: Surpresa! Após termos pesado e medido a malinha em casa, afinal os ferrinhos são mais pequenos e a mala não cabe!

Pânico?! Não é preciso, pois há solução:

Vira-se a mala com as rodinhas para cima e empurra-se a dita para dentro do medidor, fazendo novamente olhos-de-gatinho ao senhor do controle e ele deixa-nos passar;

Caso seja uma senhora, ou algum senhor mais intransigente, partimos para a "via da diplomacia" e, enquanto se forma uma fila de pessoas impacientes atrás de nós, tentamos convencer os senhores que as medidas indicadas no bilhete não são as mesmas do medidor e blá, blá, blá.... Não resulta, então é rezar para que ainda se possa despachar a mala para o porão e ir à velocidade-da-luz tratar desse processo; 

Mas o melhor é arranjar uma mala, um tanto mais pequena que as medidas indicadas e voilá, passa no teste do medidor de metal!

Já anseias por poder largar a porra da mala e descansar, mas ainda te falta o curto caminho até ao avião, onde pensas que um daqueles senhores com os ocultadores e raquetes de ping-pong da mão te vai abordar e pedir para abrir novamente a mala, pois esqueceste-te de colocar o baton do cieiro dentro do saco de plástico e já não poderás embarcar...nisto tens a sensação que te esqueceste de alguma coisa nas bandejas do controlo de bagagem, mas é só uma sensação má, tens tudo devidamente acondicionado dentro da Mala!

Entras finalmente no avião e enquanto toda a gente procura um lugar e arruma a bagagem, tiras a tua mala dentro da maior, pois assim terás tudo o que irás necessitar na viagem à mão, como revistas, mp3, e tua carteira, entre outras coisas, uma vez que é chato ter que abrir o porta malas do avião cada vez que quiseres tirar alguma coisa da tua bagagem.

Reparas que entretanto o espaço por cima de onde te vais sentar já está cheio de malas. Andas mais um pouco, encontras um vazio e com esforço lá empurras a tua bagagem para dentro do compartimento, decoras onde fica de modo a não te esqueceres e vais finalmente sentar-te.

Estás cansada e só queres relaxar. Reparas que os bancos não são recostados, mas pronto, como não medes 1,80 até te safas, enroscas-te no banquinho, fazes um travesseiro com o casaco, tiras o mp3 da mala e pronto, aproveitas para descansares um pouco.

Tens fome e como qualquer companhia de baixo custo não te servirá comida nem bebida free of charge. Terás que te sujeitar a um cardápio com preços Mega Inflacionados, mas pensas, "Olha, que se lixe, pelo que custou o bilhete, até não está mal". Entretanto reparas que desde que entraste no aeroporto foi só gastar: Saquinhos de plástico + garrafa de água da máquina (depois do despe, veste, tira mala, põe líquidos no saco, fecha mala, empurra mala..., tens uma secura que até dói) + refeição no avião. Isto na ida porque no regresso ainda te entusiasmas com um perfumito que "tá tão baratinho" e pimba, lá aproveitas a "pechincha".

Mas, afinal de contas, o que interessa é que viajas a um preço mais barato, chegas ao destino e regressas para casa, estabeleces uma relação de amor/ódio com A Mala, aprendes o verdadeiro significado de less is more e ficas surpreendida na quantidade de coisas que se conseguem arrumar numa bagagem tão pequenina.

 

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publicado às 22:32



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