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Growing Up

por Miss. M, em 08.06.09

Ontem acordei mais velha.

Ok, pronto, todos os dias isso acontece, mas ontem foi especial, pois acordei e tinha 25 anos. Fiquei por momentos e pensar na minha vidinha, enquanto a minha mamy me contava, once again, o dia do meu nascimento com direito aos pormenores sórdidos e da trabalheira que uma pequena criatura pode causar quando vem a este mundinho.

Lembrei-me do que pensava há uns bons aninhos atrás, do que estaria a fazer agora. Pensava que teria uma profissão completamente diferente, pois iria conciliar uma carreira de hair-staylist (vulgo...cabeleireira das modelos) profissional, com uma séria e respeitável veterinária especialista em felinos. Achava que a idade para casar seria com 24, pois tinha quase a certeza que o meu príncipe encantado apareceria por artes mágicas por volta desta idade. Iria viajar muito, de avião preferencialmente, e teria um carro descapotável muito semelhante ao descapotável da Barbie.

Mas isso não aconteceu, continuo a gostar muito da felinos, mas a minha vocação para os penteados no mundo da moda não passou de uma fase; ainda não casei e nem penso fazê-lo tão cedo, o meu carro não é descapotável côr-de-rosa e restou o meu gosto pelo passeio, se for de avião ainda melhor!

Mas é engraçado como mudamos, como vamos crescendo, mudando os gostos e a maneira de pensar.

Não me sinto velha, sinto-me bem e com a certeza que ainda há muita coisa a viver pela frente.

Afinal, pertenço à grande geração de 84, filha de geração de 70´s que ainda viveu num país ainda mais complicado e preconcituoso.

Vi a Alexandra Lencastre na Rua Sésamo; a televisão com 2 canais e o mitíco Vitinho. Andava no banco de trás de carro sem cinto de segurança e passeava na rua sem medo de ser raptada. Via a Tieta e os Jogos Sem Fronteiras na televisão; sabia a letra do “Quando cai a Noite na Cidade” da Anabela; fui a concertos dos Onda Choc e ainda conheci a Ana Malhoa sem silicone a apresentar o Buérere. Lembro-me de dançar a Lambada e comprar cassetes  dos Ace Of Base para ouvir no Walkman da Sony.

Passava as férias em casa do avós e sobrevivi sem Playstation; comprava a Super Pop e tive posters dos Bon Jovi e dos Take That. Não perdia o 86-60-86, coleccionava os cromos das Marés Vivas e gostava de Spice Girls.

Ontem lembrei-me mesmo de situações boas e más. De como umas coisas não fazem sentido sem outras. Ontem não me lembrei de ti, nem de ti, mas de ti! De como já fui feliz em lugares insólitos e como poderia ter sido diferente.

 

 

“A felicidade é um caminho e não um objectivo.”

Cada vez faz mais sentido.

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publicado às 23:41


6 comentários

De Miss. M a 24.06.2009 às 00:11

84, essa grande colheita!
Beijo :)

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