Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Trabalhadoras Legais

por Miss. M, em 25.01.09

Há dias estava numa daquelas noites de insónia, que me faz ficar a ver televisão até ficar com os olhos a arder, quando dei de caras com um programa, no mínimo, interessante, o Cat´s House.

Pensava que era um daqueles programas que a SIC se lembra em colocar na grelha, discretamente, uma vez por outra, a ver se atiça as audiências durante as madrugadas, mas não, parece-me que o programa é semanal, porque ontem lá estava ele outra vez!

Este programa não é mais do que o dia-a-dia de uma casa de meninas nos Estados Unidos, o famoso "Rancho das Coelhinhas".

Esse rancho é um bordel onde se practica o sexo livremente, mas claro, dentro da legalidade. Tem um chulo....perdão, "patrão", que é o dono e que se assume como um homem de grande visão para o negócio; tem a senhora da contabilidade, que é quem toma conta da parte borocrática e financeira da empresa, pelo que percebi, é ela que marca o tempo e recebe o valor que cada cliente está disposto a pagar. Tem o restante pessoal, como os barmens pois, como não poderia deixar de ser, tem um barzito para o pessoal relaxar e descontrair e, claro, um grupo bastante extenso de prostitutas que se assumem como trabalhadoras do sexo felizes e contentes com a sua profissão.

Ora querem negócio melhor??! Fiquei pasmada como se processa a coisa.

O cliente chega e as meninas são alinhadas, assim tipo formação, depois o cliente escolhe a que mais lhe agradar, ou mais que uma dependendo do que pretende gastar ou fazer, e vão para o quarto.

No quarto decorre a negociação, onde a sra. explica que tipo de sessão pode fazer e quanto custa. Uma sessão normal pode variar entre os 1.000 e os 1.500 dólares (!!!??). Vem a sra. da contabilidade, ou a sra. prostituta leva o cartão do cliente para efectuar o pagamento, é colocado o cronómetro, tempo é dinheiro, e pronto, o cliente sai satisfeito e a casa a facturar.

E porque é que eu resolvi abordar este tema? Porque acho que Portugal deveria seguir o exemplo, sou da opinião que a prostituição deveria ser legalizada. Acabavam-se as chatices com esse negócio paralelo, haveria um maior controle a nível das doenças, as senhoras poderiam practicar o negócio num local seguro e confortável, sem ser à beira da estrada e o Estado ainda recebia uma boa quantia em imposto sobre o sexo, o que seria uma grande benece.

Estou farta desta hipócrisia que gira em torno deste mundinho complicado. Toda a gente sabe que existe, mas todos ficam muito escadalizdados quando se fala em legalização.

É por isso é que só uma pequena minoria lucra com isto, e nem são as trabalhadoras que dão o corpinho ao manifesto, são os "padrinhos", donos destes monopólios paralelos.

Não era muito melhor os nossos políticos deixassem de ser tão quadradões e resolverem logo esta questão de uma vez por todas???

Sim, porque lá por vocês terem direito a sessões de sexo em grande estilo em suites de hotéis de luxo, com acompanhantes todas jeitosas, deixem-me dizer que os outros também têm. Não é justo para o Sr. Xico Zé, canalizador, natural de Espinhosela, solteirão convicto, ter que se limitar ao banco de trás da sua Ford Transit, sempre que resolve negócios de cariz sexual com a Ladislene, que tem que se esconder atrás do primeiro eucalipto cada vez que GNR recebe a denúncia das "Mães de Bragança", a dizer que andam outra vez a desencaminhar os seus "ricos maridinhos".

Isto não é justo, pois não??! Não era melhor o Sr. Xico Zé também ter direito a uma caminha confortável cada vez que resolve visitar a Ladislene? E a Ladislene ser uma trabalhadora so sexo legal, com tudo em ordem, podendo trabalhar num local seguro e em condições? E as "Mães de Brangança", que tal começarem a ter juízo??

 

Por isso é que eu sempre disse que isto era um belo negócio, hi! hi! hi!

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:24


Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisa

Pesquisar no Blog  

calendário

Janeiro 2009

D S T Q Q S S
123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031