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Vizinhança

por Miss. M, em 25.03.09

Todos nós nos queixamos deles, toda a gente reclama, mas acabam muitas vezes por ser aquelas pessoas que estão mesmo próximas de nós, que podemos contar caso aconteça alguma coisa, aquela pessoa que trata do nosso gato quando estamos fora.

Na maioria das vezes não escolhemos a nossa vizinhança, sujeitamo-nos "ao que nos calha na rifa", pessoas desconhecidas que rapidamente fazem parte do nosso dia-a-dia.

Lembro-me de quando morei num meio mais pequeno, os nossos vizinhos eram aqueles com que podiamos contar.Estávamos muitas vezes em casa uns dos outros; eram aquelas pessoas com quem falava todos os dias; sabiamos as suas vidas e eles as nossas (pelo menos o essencial...) e preocupavamo-nos mutuamente.

Depois mudei para um lugar diferente, não muito grande, mas o suficiente para o conceito de vizinhança mudar radicalmente. Os meus vizinhos agora mudam constantemente; tenho "vizinhos de Verão" que só vejo nas férias e outros que moram mesmo ao meu lado mas que as únicas frases que trocamos é um cordial "Bom dia!"

Desta vez o desafio lançado consiste em enumerar 3 defeitos e 3 qualidades dos nosso vizinhos.

 

A minha "vitíma" é a minha vizinha do lado. Ela vive mesmo na casa ao lado da minha e eu mal a vejo, a ela e ao resto da família. São umas pessoas discretas, até se pode dizer que "fazem boa vizinhança". Mas, claro, têm também os seus defeitos, por isso:

 

1 - São um bocado estranhos, estão tão metidos na vidinha deles que não sei se o meu "Bom dia" é retribuído. Por vezes é retríbuído com algumas palavras amigáveis e alguma troca de informação cordial, outras, nem dizem nada...

 

2 - São pessoas demasiado "In" para colocarem um estendal no quintal. Em dias de Sol dou com roupa estendida directamente nas redes que separam os quintais. Lindo!

 

3 - Descobri que a minha vizinha frequenta alguns dos mesmos sítios que eu quando saio à noite...(como se a minha terra fosse muito grande). Mas mesmo assim é preciso ter algum cuidado, não vá esbarrar com ela demasiadas vezes em certas ocasiões....

 

Agora, como nem tudo é mau, as qualidades das pessoas que moram mesmo ao lado:

 

1 - Como são pessoas discretas, nem eles se metem na minha vida, nem nós nos metemos na deles. Gosto bastante desta parte, principalmente porque não há questões do género "Então vizinha?! Ontem chegou a casa bem tarde...Olhe que eu tenho o sono leve e "por acaso" reparei. Já agora, da próxima vez não faça tanto barulho a abrir a porta."  

 

2 - Apesar de serem uma família com 4 crianças e adolescentes à mistura não são barulhentos! Isso é um ponto bastante favorável.

 

3 - Têm uma empregada que é super simpática. Até conversamos muitas vezes com ela e também a chamamos de "vizinha". Para além disso, da mesma maneira que pendura a roupa na rede do quintal, por vezes também apanha a nossa (do nosso estendal) quando começa a chuviscar e não estamos em casa. 

 

E pronto, até tenho uma vizinhança normal, sem grandes stresses. Acho que nunca tive assim um vizinho que me desse grandes chatices.

Lembro-me que uma vez tive uns (durante pouco tempo...) que resolveram mandar um balde de água da janela quando eu estava a falar com outro vizinho na rua. Eram realmente muito poucos sociáveis.

Depois tive umas chatas, quando estava na universidade, que resolviam chamar a polícia cada vez que se fazia um jantar lá em casa. Mas rapidamente resolvemos a questão, informando as donzelas de cada vez que houvesse "reunião" e desse azo a um pouco mais de barulho. Remédio santo, nunca mais tiveram a lata de nos enviar os srs. agentes a meio da noite.

 

Os vizinhos são mesmo assim, uns mais chatos, outros menos, uns prestáveis, outro mais distantes. Pessoas diferentes que havemos, acima de tudo, respeitar.

 

 

 

Será que a galinha da vizinha é melhor que a minha? Pode ser que sim, mas a capoeira ao lado da nossa será sempre um grande mistério....

 

 

......Que nunca sabemos ao certo o que esconde.

 

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publicado às 01:00

Euromillions wishlist

por Miss. M, em 16.03.09

Desafio: "As 5 coisas que farias se te saísse o Euromillions!" Vá, assim para o exagero, um daqueles prémios bem chorudos, quando há um grande jackpot, do tipo...100.000.000 de Euritos.

Tenho que me render ás evidências e, tal como diz a minha querida Jo, "as futilidades de uns são alegrias para os meus olhinhos".

Não acredito naquela teoria do "Ah, e tal...o dinheiro não traz felicidade!" Treeeetas!

É verdade, o dinheiro por sí só não traz propriamente a felicidade, mas ajuda bastante, ou melhor, contribui em muito para que isso aconteça.

Por exemplo, se um rico fica entediado e extremamente aborrecido pode sempre fazer uma viagenzita para "destressar"; se fica doente pode ir logo ao melhor médico, pois, tem dinheiro para o fazer; se precisar de uma mudança, tem tempo e disponibilidade para aprender algo novo, como uma língua, uma arte marcial ou um desporto. E pronto, estes são apenas alguns exemplos de como o dinheiro pode resolver certas questões, não todas, mas muitas.

 

Assim, aqui fica a minha lista com os 5 desejos Euromilionários, caso me saísse um premiozito daqueles bem grandes, com muitos zeros à direita:

 

1 - Comprar uma casa à medida das minhas necessidades, que incluísse logo um jardim grande para o joging matinal (sim, porque se tivesse um jardim desses até eu correria de manhã, com o personal trainer para me fazer companhia também..); uma garagem recheada; ginásio privado; etc, etc...Teria também, muito importante, um closet à medida dos meus desejos que incluiriam uma grande colecção de trapitos de marca, sapatinhos, malas e afins. Ok, esta parte da casa grande é um grande cliché, mas que eu realmente não dispensaria.

 

2  - Viajar muito e aprender! Fazer as compras de Natal na 5th Avenue; ir ao Louvre aos fins-de-semana; mergulhar nas barrerias de corais australianos; ver o Taj Mahal ao entardecer; tirar um foto na Muralha de China; andar de trenó com o Pai Natal na Lapónia; aprender a dançar o tango na Argentina e a falar italiano em Milão... algumas coisitas que gostaria de realizar sem ter que escolher, ponderar, arranjar tempo e dinheiro para fazer.

 

3 - Doar parte dos meus trocados aos meus papás de modo a que eles pudessem fazer o que quisessem. Nunca mais os queria ouvir dizer que o trabalho seria uma seca nem nada dessas coisas, estariam à vontade para fazer, ou não fazer, o que lhes desse na telha. Ajudaria também a minha familia nos projectos deles e os meus amigos também não eram esquecidos.

Esta parte também parece daqueles "clichés à Cristiano Ronaldo", mas era mesmo isso que eu faria, só não apoiava era cantores condenados ao fracasso, isso de perder dinheiro é que não....

 

4 - Dedicava também parte à caridade, criava um fundo em meu nome e também o fundo "Ninó&Amigos" de apoio aos animaizinhos abandonados e com vontade de viverem numa grande quinta ao estilo "Uma Casa na Pradaria".

 

5 - Ir à Corporation Dermoestica cada vez que me aparecesse uma borbulha! Acabavam-se os problemas com celulite, a pele má e as gorduras localizadas, pois exprimentaria todas as massagens e tratamentos possíveis para estar sempre em forma. Ok, não poderia esquecer a barreira do limite, pois chegar aos 40 e já parecer uma boneca plastificada também não é lá grande idéia.

 

Pronto, fiz batota e inventei categorias, mas sonhar não custa.

 

 

 

Bolas, não foi desta, os números foram mesmo ao lado...mais uma vez!

 

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publicado às 22:03

Barbie

por Miss. M, em 12.03.09

A boneca mais famosa do Mundo celebrou 50 primaveras!

Se há boneca que eu sempre gostei foi da Barbie. É uma lembrança carinhosa que guardo da minha infancia, as minhas bonecas loiras e "esticadinhas", termo que a minha avó se referia a elas.

Lembro-me que era dos melhores presentes de Natal e Aniversário que podia receber, sim, porque na altura as mais modernas e bonitas já eram caras e o orçamento limitava o número de Barbies por ano. Mesmo assim, a minha colecção de bonecas top-model incluía um extenso guarda-roupa com respectivos acessórios, o suficiente para largas horas de brincadeiras.

As melhores brincadeiras foram mesmo com ela e uma grande ajudinha no desenvolvimente a nível de gosto feminino também. Perdia-me no tempo a inventar vestidos elaborados com lenços e penteados; fiquei de rastos quando fiz um corte de cabelo radical a uma delas e percebi que já não podia fazer mais nada e ficava fula quando alguém resolvia arrancar a cabeça ou outro membro a uma delas, isso dava direito a uma valente birra minha.

A minha primeira Barbie era linda, não me lembro do nome, mas tinha um vestido azul e uma capa com pelinho a condizer; tinha um mecanismo que se accionava nas costas e penteava-se sozinha, uma verdadeira princesa auto-suficiente até ao dia em que lhe dei banho. A partir desse dia nunca mais se penteou sozinha, mas eu continuei a gostar dela mesmo assim.

Lembro-me também da minha Barbie Hollywood, com um fatinho branco e dourado, botas à comboy douradas e um cabelo até aos pés. Trazia um spray para o cabelo, que o tingia de côr-de-rosa e um pente com estrelinhas.

E ainda na minha memória está a Barbie Benetton! Aquela que nunca tive, mas que sempre desejei. Lembro-me como se fosse hoje do anúncio da televisão: com uma roupa toda fashion, muito casual; um chapéu da moda e o cabelo ligeiramente ondulado. A letra da música era alguma coisa como "Viva a Barbie Bennetton! Ir às compras é tão bom. Com a Barbieeeee!"

Tive também duas Barbie Pricesas, com vestidos a condizer com o estatuto e ainda outras tantas mais modestas com os vestidinhos de kocktail.

Fico contente de ter bricando com elas, fazem parte da minha infancia e ainda hoje as recordo com muito carinho.

Espero sinceramente que as gerações futuras de meninas continuem a brincar com elas e não se deixem sucumbir ao flagelo das Bratz e companhia.

 

 

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publicado às 00:20

1º Selo!!!

por Miss. M, em 09.03.09

 

E eis que tenho o meu primeiro Selo da blogosfera!!!

Obrigada Shining Star!

(do blog da vizinhança: thestarsareshining.blogs.sapo.pt)

 

Pelo selo e pelos sorrisos proporcionados nestes anitos de amizade! 

 

Beijinhos** 

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publicado às 23:45

Assunto Tabu

por Miss. M, em 04.03.09

Estava eu numa daquelas tardes de amena cavaqueira no café e eis que o assunto assenta no tema “Entrevistas de emprego”, mais concretamente nas coisas que nos perguntam numa entravista, como por exemplo, se somos casados e se temos filhos.

(…...)

Eu – Sim, perguntaram-me se eu era casada e se tinha filhos.

Pessoa 1 – Sim, a mim também me fizeram essa pergunta.

Eu – Pois é, parece que o entrevistador faz sempre aquela “cara de felicidade” quando respondemos que não somos casadas nem temos filhos, como uma espécie de “Há! Que bom, assim não irá reclamar muito se lhe pedirmos horas extras...”

Risos

Passados algumas outra dissertações sobre o assunto:

Pessoa 2 – Vocês deviam ter mais cuidado, não repararam que as pessoas que estavam aí atrás estavam a olhar para vocês??

Eu – Mas porquê? Eu não estava a dizer asneiras nem nada, o que foi?

Pessoa 2 – É que podes não ter reparado, mas eram um casal jovem com uma filha pequena e vocês falavam do mau que era ter os encargos “marido/filhos”.....

 

De repente senti-me como se estivesse num episódio do “Conta-me como Foi”, parece que ainda existem alguns assuntos que ferem a susceptibilidade de algumas pessoas. Eu não estava a “dizer mal” dos casamentos e dos filhos, nem condeno quem toma essa opção, apenas estava a falar do quanto isso hás vezes pode impedir as pessoas mais jovens a conseguir um determindado emprego. Cabrices à parte, eu acho as crianças um amor e até podero ter uma daqui a alguns anos quando tiver maturidade para tal, mas agora o pack Casamento/Filhos não faz parte do meu plano de vida. Eu não olho de lado para as pessoas nos cafés quando estas falam alegremente de bodas, partos e infantários datalhadamente, logo, agradeço que façam o mesmo quando eu falo de emprego e carreira, pode ser?!


 

Como este assunto descobri outros que podem ter duplo sentido quando se fala abertamente sobre eles. Assim, ficam algumas afirmações que são muitas vezes vistas com uma dupla intençao, mas que eu faço questão de esclarecer.


 

- “Ontem fui sair com o meu amigo Y, divertimo-nos muito”

Interpretação: Ontem foste sair com um gajo que muito provavelmente estás interessada e acabaste na cama com ele, isso da “amizade” entre rapaz e rapariga são tretas.

Esclarecimento: Uma rapariga e um rapaz podem sair e tomar uns copos e serem só amigos, percebido?! Pode haver, uma vez por outra, algum interesse de alguma, ou ambas as partes em algo mais do que a amizade, mas isso não pode ser generalizado. Pode parecer difícil certas mentes aceitarem, mas a amizade ente rapaz e rapariga pode ser mesmo só....amizade.


 

- “O namorado da X é mesmo giro!”

Interpretação: Cabra, já queres roubar o namorado da X!

Esclarecimento: Podemos achar rapazes atraentes sem que os desejemos realmente. Temos olhos na cara e lá porque o rapaz é comprometido não quer dizer que se transforme num ser desinteressante.


 

- “Ontem o meu amigo Y bebeu demais e dormiu lá em casa.”

Interpretação: Fizeste sexo com o teu amigo Y, homens e mulheres não dormem juntos sem haver mais qualquer coisa.

Esclarecimento: As pessoas podem DORMIR juntas e não haver sexo, nem intenção de tal. Podemos dormir com outra pessoa do sexo oposto só mesmo por dormir. Ok, sei que este é um assunto sensível e, muitas das vezes, de grande dificuldade de entendimento, mas realmente as pessoas podem dormir juntas sem haver segundas intenções; tal como quatro pessoas de ambos os sexos podem dormir numa tenda apertada sem haver uma orgia.

 

- “Comprei um top novo, estupidamente caro, porque me apeteceu, pronto!”

Interpretação: Fútil!!!!

Esclarecimento: Pois sou, por vezes gosto de comprar coisas só porque sim. Mas só as compro quando posso e tenho dinheiro para isso. Não peço dinheiro emprestado para as minhas futilidades nem fico apertada com dinheiro só para poder comprar certas coisas. Mas quando posso, compro e pronto, ninguém tem nada a ver com isso.


 

- “Tenho que deixar de gastar tanto dinheiro em alcool, estas saídas dão cabo do meu orçamento...”

Interpretação: Para além de fútil é uma vadia bêbada!

Esclarecimento: Sim, por vezes existem aquelas saídas que dão cabo do orçamento. Não quer dizer que que sejam todas as noites, mas acontecem. Quem nunca fez uma noitada que culminou num dia de uma ressaca valente e um desfalque no orçamento? Não sejam tão quadrados.


 

Estes são apenas alguns dos temas “melindrosos” dos quais por vezes falamos mas que podem ser mal interpretados, pois, infelizmente, ainda há muitos outros. Espero ter esclarecido algumas cabeças mais confusas.

 

 

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publicado às 18:50


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