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Silly Season

por Miss. M, em 03.07.08

 

Finalmente Verão! Estava custoso de chegar, mas após uma Primavera desenxabida lá chegou o calor e, como sempre, o começo da estação mais “in” e badalada das terras algarvias.

E como manda a tradição, começam-se a fazer os preparativos para o Verão que já chegou e a pensar nas férias dos milhares de turistas que rumam para a Sul e aproveitam, ano após ano, de uns belos dias de sol na região mais concorrida do país.
Talvez o meu post já venha atrasado, até porque o Verão já começou há alguns dias, mas não posso deixar de comentar o início desta grande época.
Nada como inaugurar o início da temporada com a tradicional “Festa Branca”, que é uma festa, badalada, pseudo-exclusiva, num sitio fashion e onde todos devem vestir o dress code indicado no convite, neste caso o white-style deverá ser o mais indicado.
Esta moda das festinhas das cores tornou-se badalada na saudosa casa nocturna “Casa do Castelo”, que em tempos foi palco das festas mais “in” e selectivas do Algarve em época de veraneio. Era lá que se encontravam as caras conhecidas com um copito a mais (e não só…), onde ficava bem aparecer na foto e as borlas aos conhecidos eram sempre bem vindas. A Festa Branca era das mais famosas e com o seu encerramento a malta da casa ficou um bocado “perdida”, pois era complicado arranjar um local fashion onde se pudessem juntar, beber free of charge e desfilar os modelitos da colecção Primavera / Verão aquando da temporada de férias a Sul do país.
Mas eis que na época seguinte ao encerramento desta catedral das vaidades surge o Sacha, esse “grande espaço” no areal da Praia da Rocha que veio preencher o vazio deixado pela Casa do Castelo. Com um calendário de festas concorrido e a presença de dj´s badalados lá anima a Verão de muitos e estraga o sossego a outros, mas a areia a mais, o ar de “recinto” vedado a intrusos e a distancia que se tem que percorrer não parecem ser muito convidativos à malta que quase está na outra ponta do Algarve e tem que fazer uma data que quilómetros para pôr o pé na areia a abanar o capacete. Mas logo irei prolongar mais este tema a meio do Verão.
O meu post de hoje já vai longo, mas gostaria de vos falar acerca do internacionalmente conhecido Nikki Beach, que se instalou em Vilamoura e que inaugurou este ano com a conhecida festa Branca e Dourada (sim, o branco só dava aquele ar “padeiro”, e o dourado sempre dá o toque glamouroso à coisa…). Este foi mais um local concebido a pensar na malta das férias a Sul, mais propriamente naquela malta das festas que aprecia uma boa borla num ambiente mais “in”.
E lá fui a festarola, de modelito branco, claro, e curiosa por conhecer o espaço. Á primeira vista pareceu-me bem, um jardim alegremente decorado, com aqueles sofás-cama onde a malta se pode recostar a meio da noite quando a vodka já faz das suas, a iluminação estava bem, a música também era aceitável e o lago a meio do espaço dava aquele toque especial.
Tudo correu bem até resolver ir pedir uma bebida, o que me custou um pouco, pois a relação qualidade/ preço deixou a desejar e a meio da noite já haviam copos partidos nos balcões e uma escassa variedade de bebida, o que me desiludio bastante, pois supostamente num local como aquele este tipo de situação não deveria conter.
Após andar escassos metros apercebo-me da dimensão da habitual “zona-vip” onde apenas os “membros da pulseira” podiam circular….até ai tudo bem, mas não precisava era ocupar mais de metade do espaço. Esta história das áreas vip está a descambar, se antes era um espaço mais reservado, agora as “áreas comuns” é que começam a ser reservadas e depois há que pagar a bebidinha hiper inflacionada para minimizar o prejuízo que os “convidados da pulseira” consumiram.
Outro ponto interessante foi já a habitual “timidez” que as pessoas sofrem nestas festas, onde a música é boa mas nada as faz soltar um bocadinho mais o esqueleto e dançar. Mas é de extremos, ou ficam paradinhos com medo de amarrotar a fatiota branca ou então dão o show dançante que o wisky de borla proporciona.
Agora o mais irónico de tudo era que se tinha vivido uma das semanas mais críticas na economia do país, pois o aumento da gasolina tinha feito praticamente o país parar e ali nada dava a entender isso. As pessoas estavam alegres, vistosas e pelo bronzeado de solário exibido por alguns e as pequenas Vittons e cintos Cavalli que ali estavam não me pareceu que tivessem estado numa fila de uma gasolineira 2 horas à espera de encher o depósito do Porshe para chegar a tempo da festa no Algarve.
Se gostei da festa? Claro que sim, festa é festa e era ver o grupo que ficou até o mandarem embora (tradicional…) a dançar e a fazer uso das camas gigantes a meio do lago como se fizessem parte da equipa de ginástica acrobática dos jogos olímpicos, mas lá está, com estilo ou não tivéssemos num dos espaços mais “in” do momento.
E ai está um belo começo desta Silly Season que acaba de começar! Prometo mais actualizações sobre o tema.
Caros leitores, não trabalhem muito e aproveitam ao máximo a época!
 
 
 

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publicado às 01:01

Happy New 2008!

por Miss. M, em 03.01.08
Mais um ano que se passou e muito aconteceu na minha vidinha.
Mais um ano que se envelhece; ganhando cada vez mais a consciência que todos os dias importam; um dia as coisas mudam e nem damos conta….
2007: curso acabado; primeiro trabalhinho “a sério”; primeiros descontos para IRS; segundo trabalho; Madrid; Londres; bocadinhos felizes que não se esquecem; desilusões que doeram; pessoas novas; a companhia dos de sempre; roupa a mais; poupanças a menos; riso; lágrimas; asneiras; vitórias; surpresas……e assim se passou este ano.
Para finalizar nada como comemorar em grande, na companhia dos de sempre.
Muita festa; os 3 dias da praxe; garrafeira atestada; serões prolongados; cantorias desafinadas; noites frias; inundação da casa-de-banho tradicional; foguinho “crescido”; carne de porco à portuguesa à moda da casa; deitar tarde e mais tarde levantar……..
5…4…3…2…1 Feliz 2008!
Multidão; foguetes; tentativa de pés na areis; banhoca de champanhe; Bob; beijinhos da praxe; fotos e mais fotos; bebida e mais bebida; comemorações de momentos; pretextos para brindes; uns mais tortos que outros; mas entre mortos e feridos….escapámos todos!
Primeiro dia do ano: almoço de família que custa a entrar, o resto do dia a recuperar e a prometer que para ano estejamos todos juntos outra vez para mais uma festarola!
Só depois desta agitação parei para reflectir bem nos meus desejos e resoluções de ano novo.
Dividi a lista em “desejos” e “objectivos”, pois se não estabelecermos objectivos é muito difícil que os desejos se realizem, a menos que se encontre o génio da lâmpada…o que acho ser um pouco improvável.
Os objectivos são tudo aquilo que nos dispomos a fazer, pequenas metas diárias que nos levam a realizar e a encontrar os nossos desejos. Mais prováveis ou não, não custa nada tentar que eles se cumpram.
Desejo-vos um 2008
 em grande!
Que as vossas metas sejam atingidas para que os desejos se tornem cada vez mais
reais.

2008 Cheio de Sorte

 

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publicado às 00:11

Rumando para Sul

por Miss. M, em 27.12.07

Mais uma festividade que se aproxima e mais uma vez a tradição lá se repete:

Milhares de pessoas rumando aos Algarves para um reveillon mais a sul e com mais….confusão.

De entre esses milhares, pelo menos, 80% são portugueses e como bons tugas que são, nada como deixar tudo para a última da hora.

Passadas as festividades natalícias há que pensar onde é que se vai passar o reveillon.

Junta-se o grupo das festas, que pode ser só a família, o grupo de amigos ou então juntam-se estas duas categorias formando o mega-grupo das festas!

Formado o grupo e decidido, mais ou menos, quantos são (afinal há sempre alguém que se junta à ultima hora) há que procurar o lugar. Aqui é sempre complicado porque implica sempre o factor: preço!

Aqui no Algarve há para todas as carteiras, mas por mais abastados que sejam, fica sempre bem regatear o melhor preço. Com as festas nos hotéis já completas ou então com um preço não muito convidativo…… uma grande maioria dos tugas resolve optar por acomodar o seu grupo das festas num pequeno T2, quanto mais próximo das festarolas da rua, melhor!

Passada a complicação do alojamento, ainda falta o restaurante ideal para se poder jantar no dia 31. Aqui mais uma vez uma nova odisseia de descobrir o bom e o barato.

Há os que preferem jantar mesmo no pequeno T2 e depois ir fazer a festa para a rua, mas aqueles que optam pelo restaurante têm ao seu dispor, pela módica quantia de 50€ por cabeça (uma média aproximada dos preços praticados) o tão famoso menu de reveillon:

 - Entrada: Pão com azeitonas, manteiga e paté de sardinha;

 - Prato principal: lombo de porco no forno;

 - Bebidas variadas, incluindo o tintol da casa carrascão;

 - Sobremesa: doce da casa ou tarte de natas:

 - ½ Garrafita de Champanhe; 2 fatias de bolo-rei; as 12 passas e o caldo verde para a ceia.

Outro dilema é o traje que se vai usar nessa noite! Os rapazes acabam sempre por optar por a fatiota nova oferecida no Natal, afinal nada melhor do que estrear algo novo nessa noite.

Por mais frio que esteja, gaja que é gaja tem que estrear sempre algo novo, brilhante e desconfortável nessa noite, que tanto pode ser o vestido, o top, os sapatinhos ou então tudo junto, quer passem o reveillon numa festinha de hotel com ar-condicionado ou na praia a ver os fogos de artificio rodeada de 10.000 pessoas com 5º.

Outro enredo é decidir a cor da langerie a usar nessa noite: azul? Vermelha? Cor-de-rosa? Ás bolinhas amarelas?..... bem, sobre isso não tenho muito a opinar, cada um usa o que quer, e quem é que me vai garantir que se usar um fio-dental vermelho vou encontrar o príncipe encantado em 2008? Humm… tenho as minhas dúvidas.

E pronto, basicamente os preparativos são estes.

Depois há que desfrutar da festa, beber muito champanhe, dar beijinhos ao som das 12 badaladas, pedir os desejos para o novo ano, tirar as fotos da praxe e deixar que a noite da loucura nos embale até o dia nascer.

No dia 1 torna-se a viver o mesmo ritual: acordar tarde, a ressaca a doer, a dor nos pés, juntar o grupo das festas, ou o que resta dele, e deixar o pequeno T2 minimamente em condições e a horas de receber a caução do proprietário que, mais uma vez, lucrou 200% com a passagem de ano do tuga nos algarves.

Para os que vão é enfrentar as filas intermináveis nas estradas e para os que ficam…..o baixar da poeira desta grande festa.

Este ano a minha festarola não vai ser muito diferente, nos algarves e com o grupo das festas de sempre. Depois conto como foi!

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publicado às 23:59


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