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VIP Summer

por Miss. M, em 06.08.09

Caros leitores,

O Verão continua a mil e, entre o ritmo laboral acelerado, e poucas horas de descanso, lá "faço o sacrifício" de ir a uma festarola e um concerto que aparecem como cogumelos nestes dias aqui por terras algarvias.

São festas e concertos que dão que falar, ele é as revistas, a televisão, rádio e afins, tudo a cobrir estes acontecimentos.

É importante estar lá, ser-se visto nos eventos e, se ainda por cima, houver um "infiltranço" na zona VIP, ainda melhor.

A zona VIP é onde as pessoas circulam com pulseiras garridas, raramente pagam as bebidas e restantes petiscos, desfilam com as melhores farpelas de Verão e onde se faz praticamente tudo, enquanto o evento em si fica muitas vezes para segundo plano.

É lá que se encontram as pessoas importantes, pseudo-importantes e restantes celebridades; onde o tom de pele varia entre o castanho caramelo-torrado e o côr-de-laranja gema de ovo-estrelado. Onde é permitido fazer figuras sob efeito do alcool e restantes coisas estranhas se ser "agarrado", mas sim, "divertido".  

É um local engraçado, normalmente há mais espaço e nos concertos dá jeito ficar na VIP zone, pois a visibilidade do palco é mil vezes melhor do que num aglomerado de "paredes" aos saltos. (Sim, sou assim pro pequenito e é um suplicío conseguir ver alguma coisa nos concertos "de pé").

A zona da pulseirinha tem a sua piada, mas há coisas que me irritam profundamente nestes lugares, como a corrida à foto, os "engantes rascas" de trazer pro Verão acompanhando os Srs. Drs. e também as tias mais enxutas; a geração morangos, com adolescentes pseudo-rebeldes, filhos dos Drs e das Tias, aos gritos e armados em parvos a beber à pala como uns valentes animais que após o terceiro shot B52 ficam em coma alcoolico. E é isto que lá acontece, o ambiente que se considera "exclusivo" não é mais do que um espaço onde as pessoas fazem a mesma coisas que todas as outras que estão no mesmo evento, apenas existe uma maior probabilidade de serem fotografadas e aparecerem nas revistas.

Se gosto de me "infiltar" por lá?! Sim, claro que tem sempre a sua piada, mas prefiro o "espaço de livre circulação". Custa-me ver o que certas pessoas são capazes de fazer por um espacinho na zona Vip, fazem quase tudo por uma pulseirinha de livre acesso, pois não chega ir a determinado evento, mas sim, posar ao lado das Micas, das Xuxos e das Lilis do côr-de-rosa.  

Eu prefiro mesmo uma boa festarola, na minha, com os meus, seja onde for. De pulseira ou não, o importante é aproveitar cada momento.

Bom Verão!!!

 

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publicado às 22:45

Sudoestei-me

por Miss. M, em 18.08.08

Pois é, deste Verão não passou e lá me enchi de coragem para me "sudoestar" e aproveitar um fim-de-semana diferente. Após anos cheia de vontade e curiosidade em experimentar uma “aventura festivaleira” lá consegui cumprir a proeza.

Pronto, confesso que o post vem atrasado, mas ainda não tinha tido muito tempo para me dedicar a este relato.
Resolvi que seria este ano que não perdia o festival do Sudoeste e quando o convite dos meus amigos chegou e o encaixe na agenda laboral permitiu lá decidi que era desta que iria.
Confesso que tive que me mentalizar no que me estava a meter, pois teria que acampar (coisa que nunca tinha feito…); enfrentar o frio nocturno e o calor abrasador de um Alentejo à beira-mar plantado; o pó entranhado em todos os poros do corpo e umas casas-de-banho muito pouco recomendáveis.
Preparei o minha bagagem o pormenor, após os vários avisos dos meus colegas de aventura para não levar “excesso de bagagem”, pois não podíamos exagerar e tinha que caber tudo na bagageira do carro. Despedi-me dos meus sapatinhos de salto alto e munida das velhas All-Stars de guerra, da chinela Havaiana, da malinha hippy e de um look festivaleiro lá me fiz à estrada rumo ao festival.
Após termos estacionado apercebi-me logo que seria um fim-de-semana agreste. Depois de ter carregado a tralha para o parque de campismo e termos instalado a nossa tenda especial “V4” gentilmente cedida para este evento, lá fomos apreciar o espírito da coisa.
Foi engraçado ver aqueles milhares de pessoas, todas em sintonia no mesmo espírito, com pó por todo o lado e simplesmente a curtir o momento.
Reparei naquela gente tão diferente a partilhar a mesma euforia e o mesmo “estado legalize” que se fazia sentir por todo o lado.
Haviam os “Grupos – Campistas – Organizados”, que eram constituídos por pessoal já completamente batido em festivais e campismo, com um espaço estrategicamente demarcado composto por um aglomerado de tendas, com direito a estendal, fogareiro, mesas e cadeiras, música-ao-vivo (djambés e afins….) e tudo o resto que só os campistas mais experientes se lembram em levar.
Os Hippys, vindos em grupos mais pequenos ou a pares cujo lema “Um charro e uma Tenda” encaixa na perfeição; de tererés e rastas no cabelo e acompanhados pelo seu animal de estimação, o chamado “cão-festivaleiro” que bebe cerveja, apanha com “os fumos” e fica quase tão encardido do pó como os seus donos.
Também haviam as Betas e respectivos BetOs camuflados entre os campistas, mas que um olhar mais atento conseguia distinguir na perfeição. Disfarçadas com as calcinhas Aladino-coloridas tão em voga neste festival; os óculos-de-sol da Prada e as rastas postiças sobre um cabelo louro com madeixas lá estavam elas tão bem acompanhadas dos seus babes bronzeados em tronco-nú com os calções à surfista coloridos e com os indispensáveis óculos Ray-Ban à estiloso.
Não me posso esquecer também de referir os Citadinos da capita cujo Alentejo lhes estava a “fazer stress”, como um casal esquizitóide nosso vizinho que ao segundo dia estava a arrumar a tendinha rumo à Brasileira para tomar um café e voltar de novo à civilização. Enfim...há malucos para tudo.
Depois haviam os estrangeiros (espanhóis, ingleses, alemães…); os adolescentes histéricos; os cotas; as loiras; os pastilhados; os mais-betinhos; as famílias-felizes; os rockeiros; os rastas….um grande número de gente toda no mesmo espírito.
Os concertos foram ao rubro, ver Franz Ferdinand, Jorge Palma, Vanessa da Mata, David Fonseca, Brandi Carlile, Chemical Brothers, entre outros, em três dias, foi algo que não se faz todos os dias, até porque não aguentaria ser “amassada” no meio de uma multidão aos pulos envolta numa nuvem de pó regularmente…
Os espaços e os palcos estavam bem conseguidos. Apenas um reparo, não era necessário a imperial a 2,00 Euros, ninguém merece!!!
Quanto ao acampamento…apenas um problema, o do espaço, é que 4 pessoas a dormir na mesma tenda não é lá muito confortável. Especialmente quando a partir das 09h00 já não se conseguia respirar lá dentro de tanto calor. Mas pronto, nada como acordar cedinho e ir directamente dar uma banhoca no canal para despertar. Espaço esse que era animado durante todo o dia, com um D.J e um espaço para aqueles mais “spidados” que não perdem o ritmo durante 24 horas, um bar com preços altamente inflacionados e pessoal sempre de um lado para o outro, ora no canal, ora a tomar banho nos duches colectivos ou a “relaxar” nas tendas.
Também fomos dar uma voltinha à Zambujeira, esta pequena localidade que durante esta semana se enche de festivaleiros em busca de praia, souvenirs hippys e um pratinho de comida para aconchegar o estômago fustigado de álcool e bifanas.
As noites eram animadas e bastante longas, começavam com um jantar improvisado, depois era assistir aos concertos, uma passeata pelo recinto e depois…era para onde o espírito nos levasse, ou curtir um after-hours no campismo, um house num espaço apinhado ou ir para a tenda depois de um estado mais “zen”. Confesso que a ultima hipótese foi a mais votada.
Foi uma experiência que gostei particularmente, gostei do espírito e até consegui conviver com os contras deste tipo de evento, como o pó e as noites mal dormidas.
O que trouxe do sudoeste?! Hum…umas dores nas costas e uma constipação, mas uma vontade enorme de voltar lá para o ano!!
 
 

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publicado às 23:07


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