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As coisas que elas usam

por Miss. M, em 21.01.12

 Chamem-me out-of-fashion, antiquada, quadradona....mas há coisas que não consigo gostar. 

A falar a sério, será que ninguém diz que estas "coisas" parecem botinhas ortopédicas com salto?! 

Feias que dói e com um ar de botas próprias para pessoas com problemas nas pernas.

 

Outro sapatinho feio...o "Oxford Shoe" ou então, na boa giria, o "sapatinho-d´ir-ao-figo". Não consigo gostar, pronto.

 

É que só me lembram os sapatinhos de conforto das velhotas ou então, aqueles modelos ainda mais masculinos, os "sapatos-lesbianos".

 

Outro apontamento "modernaço" que agora se vê muito é  a "golinha-de-pôr-e-tirar". 

Eu já usei coisas destas, é verdade. Até aos meus 9/10 anos a minha mãe insistia neste tipo de adereço removível para completar a toillet e dar mais graça a qualquer camisolinha de malha "home made". Mas isso foi na minha infância, lá atrás, já passou. Costumo associar estas golinhas às crianças e pronto, acho um bocado esquisito ver raparigas e mulheres adultas com aquilo.

 

Mas a moda é mesmo assim e se, por acaso, algum dia algum "guru-da-moda" ditar que o máximo é cobrir o corpo com um saco de plástico verde às riscas violeta, nessa época, o tecido mais in será o plastificado, o verde esmeralda será a cor, as riscas o padrão e a figura "ensacada" a silhueta.

 

Há dias assim, em que me sinto mais critíca, "prontes"!

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publicado às 22:51

De Puta Madre 69

por Miss. M, em 26.05.08

Dois ex-traficantes presos numa cadeia espanhola inventam t-shirts irreverentes e começam a distribuir entre os seus companheiros de cela. Um deles sai da prisão e começa a vendê-las de porta em porta, conhece dois investidores italianos e transforma a brincadeira em negócio. As peças viram febre em toda a Europa e a diversão transforma-se numa máquina de fazer dinheiro. Parece uma história do arco-da-velha, mais parecida com o guião de uma novela da TVI, mas é a história real da marca italiana DE PUTA MADRE 69.

 

Esta história já começa de uma forma um tanto…diferente, pois envolve prisão espanhola, narcotráfico, armas e arrependimento. É mais ou menos  assim: no ano de 1991 um narcotraficante colombiano, criado em Miami, é preso em Barcelona por venda de drogas e tráfico de armas sendo condenado a 18 anos de prisão. Juntamente com um companheiro de cela, Ilan Fernandez Uzzan, conhecido como I.F.U., cria t-shirts com slogans e dizeres, digamos, pouco comuns, relacionados aos seus crimes e distribui dentro e fora da prisão clandestinamente. Era uma tentativa de desabafar e mostrar que a vida do tráfico não vale a pena. Ao ser solto da prisão de Quatre Camins em 1996, Ilan Fernandez vende as suas criações, inicialmente produzidas na América Latina, de porta em porta. Em três meses consegue vender 200.000 unidades.
 
E como o rapazito tem olho para os “connects” acaba por conhecer dois investidores italianos que transformaram esta ideía em negócio. Resultado: a marca vira febre na Europa entre o pessoal mais “in” que começa a usar estas t-shirts ao estilo de “anti-fashion”, o que acaba por produzir o efeito totalmente oposto, uma vez que a marca começa a ficar conhecida.
Esta situação acontece principalmente depois que um participante de um Reality Show italiano (La isla de los famosos) aparecer utilizando uma t-shirt da DE PUTA MADRE 69. Para se ter noção do barulho que a marca causou, as t-shirts da marca estampavam frases como “Braço da morte”, “Puro pó branco”, “Traficante” e outras delas mostram as fotos de Pablo Escobar, ex-chefe do cartel de Medellín, um dos maiores produtores de cocaína do mundo. Na época, o embaixador da Colômbia em Roma protestou. Em vão, pois as vendas multiplicaram.
O fundador da marca explica que a mensagem que quer passar com tudo isso é de não às drogas e à violência.
 
Nos anos seguintes foram lançados outros produtos com uma linha de roupas íntimas e a de roupas de banho; roupas com interpretação irónica das estampas havaianas para homens; grande presença de strass e pedras decorativas; tops femininos com temas japoneses e estampas florais em vestidos sóbrios; jeans com lavagens, modelos e cumprimentos modernos; pólos; bolsas e mochilas; e as tradicionais t-shirts com frases fortes como Go Hard Big Dick.
Recentemente a empresa lançou a linha DPM GOLD, composta por peças com uma qualidade superior e um preço mais elevado; a colecção para crianças conhecida como GOLDEN KIDS e inaugurou a sua primeira loja própria na cidade de Roma.
O furor é tão grande que a marca incorporou eventos ao seu marketing, chegando até a ter seus próprios DJs. Então se por acaso estiver em uma festa na Europa e avistar o logotipo com as iniciais DPM vá em frente, é DE PUTA MADRE.
 
 
 
 
Apesar do nome sugestivo a sua conotação, principalmente na Espanha, onde nasceu a idéia da moda controversa, é positiva. A expressão “Puta Madre” é uma gíria. Seu significado: algo “muito bom”, “estar bem” ou “bacana”. Já a expressão 69 trata-se de uma referência sexual.
Não somente as frases das t-shirts despertam furor e críticas por parte de inúmeras instituições e pessoas pelo mundo fora. Também suas propagandas e acções de marketing provocam fúria e controvérsia tendo como alvo principal assuntos polémicos como religião. As provocações são claras: uma propaganda que mostrava uma freira a  fumar ou até mesmo bermudas com os dizeres “Made in Vatican” e calças com a inscrição “Made in Nazareth”.
 
Por isso da próxima vez que forem ás compras e se depararem com um modelito a dizer algo tão sugestivo como “I Love my bitch” ou “Cocain make me beautiful” a strass não se escandalizem pois é DE PUTA MADRE!!
 
 
 



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publicado às 23:46


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